segunda-feira, 4 de junho de 2012

A Polícia Civil de Juiz de Fora, em Minas Gerais, está investigando a morte de um professor que ocorreu na cidade na noite desse domingo

Professor morre estrangulado após passar o dia bebendo
A Polícia Civil de Juiz de Fora, em Minas Gerais, está investigando a morte de um professor que ocorreu na cidade na noite desse domingo. De acordo com a necropsia, Bernardo Tostes Cardoso de Paula Monteiro, de 33 anos, foi vítima de asfixia por estrangulamento. A delegada Sheila Oliveira, do Núcleo de Ações Operacionais, acredita que o vendedor Heitor da Silva Munch, de 30 anos, e a empresária Maria Regina de Souza Fallet Delmonte, de 38 anos, são os autores do crime. Os suspeitos negam o homicídio e contam uma versão que é considerada pela delegada como “fantasiosa”. Eles foram presos em flagrante e devem continuar detidos.

Bernardo foi encontrado pela Polícia Militar (PM) no momento em que recebia uma chave de braço do vendedor. De acordo com a PM, a vítima estava com as pernas amarradas por um cinto e as mãos por uma camisa. Em cima de Bernardo havia duas cadeiras e uma mesa de madeira. A empresária também foi flagrada agredindo o professor.

Ao chegar ao local, um policial militar viu o momento em que Bernardo morreu. O militar contou que mandou Heitor soltar a vítima, pois parecia que ela já estava sem os sinais vitais e com a pupila dilatada. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou reanimar o professor, mas o óbito foi declarado ainda no local.

De acordo com a versão que Heitor contou à PM, ele encontrou com Bernardo por volta de 13h de ontem e logo depois foram para casa de Maria Regina. Ele ficaram consumindo bebida alcoólica durante toda a tarde. Por volta das 18h, Bernardo e a mulher foram para a casa do professor, para que ele tomasse um banho. Depois voltaram para casa de Maria Regina, onde continuaram bebendo até as 20h30.

Os suspeitos contam que Bernardo sofreu um mal súbito e teve uma convulsão. Ele teria caído, batido a cabeça no chão e machucado o rosto. Na tentativa de socorrer o professor, Maria conta que pôs um abridor de garrafa na boca dele, para afastar a língua, que enrolou durante o ataque.

Ainda de acordo com eles, após 30 minutos, Bernardo ficou consciente. Ele teria ficado furioso e os três começaram a brigar. Heitor e Maria alegam que amarraram as pernas e as mãos da vítima para que ela não se machucasse ainda mais. A gravata teria sido dada na tentativa de contê-lo. A delegada disse que considera a versão dos suspeitos “pouco provável”. “Ainda mais que a necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento”, disse. Foi dada voz de prisão em flagrante delito pelo crime de homicídio e deve ser ratificado o homicídio.

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