Filho de 14 anos mata
mãe grávida de sete meses em Uberlândia
A Polícia Civil de Minas Gerais,
por meio da Delegacia de Homicídios de Uberlândia, concluiu nesta quarta-feira
(30/05), as investigações acerca do assassinato de uma mulher ocorrido no dia
25 de setembro do ano passado. Na data, Gislene Alves da Silva, 31 anos,
grávida de sete meses, foi encontrada morta com 13 facadas, dentro de casa, no
Bairro Presidente Roosevelt. Após oito meses de investigação, os policiais
concluíram que o filho da vítima de 14 anos cometeu o homicídio.
Na ocasião do crime, o filho de
Gislane chamou a Polícia Militar alegando ter encontrado a mãe morta. Segundo o
delegado Luciano Alves dos Santos, que presidiu as investigações, até então o
garoto estava livre de qualquer suspeita. “Porém, o contexto probatório dos
autos era intrigante e investigamos o próprio filho, que acabou por confessar o
crime”, complementou.
Segundo Luciano Alves dos Santos,
inicialmente todas as suspeitas recaíram sobre o companheiro da vítima, de 33 anos,
de quem ela estava grávida e já tinha um outro filho de 4 anos. A criança,
inclusive, presenciou a morte da mãe, mas, em estado de choque, não conseguiu
dar informações precisas sobre o crime. “O álibi do companheiro dela foi
convincente e a suspeita foi descartada”.
O delegado salientou que o autor
confessou o crime e disse que matou a mãe porque tinha tido uma discussão com a
mesma, por volta das 20h, e a esfaqueou. “Durante a discussão, a mãe desmaiou,
em face de problemas de saúde, e com ela ainda desacordada, ele a esfaqueou”,
mencionou. A faca usada no matricídio foi encontrada no telhado da casa de uma
vizinha.
Luciano Alves dos Santos informou
que encaminhou os autos ao Juizado da Infância e da Juventude, que decidirá
sobre o destino do adolescente. Uma cópia do inquérito foi enviada para a
Delegacia de Orientação ao Menor. O delegado disse que, pelas circunstâncias,
este era um crime de difícil solução, “mas graças a uma investigação minuciosa,
conseguimos apurá-lo”, concluiu.
Participaram das investigações os delegados Rogério
Martinez, Cirano de Almeida Borges, Helder de Paulo Carneiro, e Luciano Alves
dos Santos, os investigadores Clayton Donizete dos Reis, Amilson João de Souza,
Leandro M. Martins e Renato Acipreste Silva, os escrivães Zenon Júnior de
Magalhães e Izabel Cristina Bertoncello de Oliveira, além da delegada regional
de Uberlândia, Márcia Regina Pussoli.
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